Em fevereiro a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota oficial relatando“ O Zika vírus é uma emergência de saúde pública mundial e de proporções alarmantes”, após 26 dos 30 países da América Latina registraram a transmissão local do Zika, isso fez com que o mundo olhasse com mais atenção para essa doença e voltasse o seu receio para América Latina.No Brasil a doença ganhou notoriedade no segundo semestre de 2015, quando os números de casos de microcefalia tiveram um aumento significativo na região Nordeste do país, até abril desse ano já foram confirmados 1.198 casos número inegavelmente maior que a média de 170 casos em 2010, dados divulgados pelo Ministério da Saúde, desde então pesquisadores de todo país trabalham para entender a ligação do Zika com a microcefalia.
Algumas dúvidas ainda pairam sobre profissionais da área da saúde, no intuito de trocar experiências, informações, discutir sobre a entrada do vírus no país e suas consequências, no dia 18 de março desse ano, especialistas, infectologistas, virologistas se reuniram no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, zona sul de São Paulo, “Em relação a entrada do vírus, fala se da copa do mundo em 2014 e o mundial de Canoagem em agosto do mesmo ano no Rio de Janeiro, devido ao grande número de pessoas que passaram pelo país” disse a epidemiologista Ana Freitas Ribeiro uma das organizadoras do evento.
Em contrapartida pesquisadores na Argentina trabalham para desvincular o vírus com a microcefalia, iniciando um novo campo de pesquisa, conectando os casos com o uso de um larvicida Pyriproxyfen, usado no Brasil desde 2014 para deter o desenvolvimento da larva do mosquito Aedes aegypti em tanques de água potável, apesar dessa grande descoberta o brasileiro Luiz Felipe, que mora há seis meses em Buenos Aires relata uma nova preocupação da população “Na Argentina até o momento houve poucos casos, e o maior número de casos eram de pessoas que viajavam e voltavam do Brasil e Colômbia, o que está despertando a preocupação da população é a possível infeção de uma mulher que mora aqui e não viajou nos últimos meses”.
A preocupação sobre o vírus deixa em alerta outros brasileiros que estão em países da América Latina, o estudante Diego Guimarães que está no México há um ano e meio fala “Eu tô em Puebla que fica bem próxima da cidade do México, aqui é uma cidade turística e o caso de vírus que tivemos conhecimento está voltado para região Sul do país, nas cidades mais pobres, o que não deixa de ser uma preocupação, afinal está aqui!”. Já na Venezuela de acordo com Marcos Paulo estudante de fotografia que viaja pelo país o Zika não é uma preocupação prioritária “Aqui o maior problema é Dengue, o Zika ainda é visto como algo distante”.
Analisando a trajetória da doença, não só no Brasil mas no mundo, é constatado que o maior número de infectados esta concentrado em cidades com grandes índices de zonas periféricas, resultando em um no questionamento, o Zika vírus esta vinculado somente à proliferação do transmissor ou trata se também de uma questão social?
A Doutora Giselda Katz explicou pra gente qual é principal preocupação do Brasil quando o assunto é Zika vs Grávidas.
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