Inicialmente, a exposição “A
Turma do Chaves”, no Memorial da América
Latina, próximo à estação de Barra Funda, ficaria somente até o dia 30 de março,
mas devido ao grande sucesso, o Memorial, em parceria com o SBT e Televisa,
conseguiu prorrogar o fim do evento por duas vezes e, agora, sua data final
será no dia 19 de junho.
A exposição já acumula mais
de 30 mil visitantes satisfeitos com o cenário apresentando com tamanha
semelhança, desde os detalhes quase imperceptíveis, como a luva de boxe na
parede da casa do Seu Madruga que, aliás, é a única que é possível entrar.
Fomos visitar a exposição e,
ao entrar no local, fomos surpreendidos com a quantidade de pessoas à procura
de ingressos. A fila que dava acesso ao cenário não estava muito grande, mas
foi possível observar que havia pessoas de diversas faixas etárias, desde os
mais jovens até os que acompanham o seriado mexicano desde quando foi lançado. 
Após o período de visita,
conversamos com o operado de caixa José. Questionamos a qualidade dos programas
humorísticos que se propaga cada vez mais na televisão brasileira.
- O humor de hoje é forçado,
uma coisa robótica, mecanizada, coisa que a simplicidade do Chaves não tinha.
Não vai existir ninguém tão simples e característico como ele. Esta exposição
serve para mostrar para as novas gerações o que é uma infância saudável. Hoje
as crianças não sabem o que é uma infância. Eu acredito muito em uma infância
sadia – afirmou.
A jornalista Ana Maria, que foi até a exposição para atender o pedido de Sérgio, seu filho especial, diz que a simplicidade e a atenção que tiveram com os detalhes fez com que o evento atendesse as expectativas dos fãs. Ana afirma que o humor nacional é muito malicioso e está sempre propenso a denegrir um grupo de minoria e, por isso, acredita que o sucesso do seriado no país é tão grande, pois surgiu como novidade para o público que acompanha o humor.
Assim que a exposição foi
prorrogada pela segunda vez, foi anunciado que, a partir de maio, teria uma
novidade para os fãs do seriado. O público que comparecer ao Memorial, vai
conferir uma exposição de fotos do ator Roberto Bolaños em sua primeira visita
ao Brasil, esta estará no local entre os dias 5 e 7 de maio; a entrada custa um
alimento não perecível.
Entre tantos fãs, tivemos a
sorte de encontrar um que se destacou, trata-se do fotógrafo Diego Bezerra, que
encontrou na tatuagem uma forma de homenagear o seriado que o fascina desde
criança. Diego também comenta a questão do humor apresentado hoje, mas de outra
forma.
- O humor que ofende uma
minoria é mais fácil de ser feito, é comercialmente mais rentável para os
canais. Isso gera mais audiência de uma forma mais apelativa, diferentemente do
humor ingênuo que Chaves apresenta – apontou.
Diego acrescenta que se
surpreendeu com a riqueza de detalhes na exposição, ele declara que acreditava
que seria algo bem superficial, com apenas o cenário da Vila, mas a casa do Seu
Madruga o surpreendeu ao ponto de ficar levemente emocionado.
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